Antes de mais nada, vou copiar aqui um pequeno texto sobre a autora deste documentário, encontrado no site Wikiducação:
"Annie Leonard é uma especialista internacional em sustentabilidade ambiental e temas de saúde, com mais de 20 anos de experiência investigando fábricas e depósitos em todo o mundo.
Ela já viajou para mais de 30 países, incluindo o Haiti, Bangladesh, Índia, Filipinas, Paquistão e África do Sul, em seu trabalho de investigação e de promover medidas anti-poluição internacionais. Annie atualmente reside na Califórnia com sua filha.
Em seu documentário "The Story of Stuff" (A História das Coisas) explora a economia global dos materiais e seu impacto sobre a economia, ambiente e saúde"*.
(Wikiducação)
Este vídeo explicita a real situação do nosso atual sistema, que é baseado no consumismo, e mostra as questões que estão escondidas por trás dele. De maneira empolgante, Annie fala às claras sobre como as nossas coisas são produzidas e para onde elas vão depois que as jogamos fora. Baseada nessa questão, comenta sobre a extração, a produção, a distribuição, o consumo e o tratamento do lixo. E, em cada etapa, amplia nossa visão de como elas realmente acontecem.
Por se tratar de um sistema linear, pode-se notar que a extração (o que Annie chama de "palavra pomposa para 'exploração de recursos naturais' e que, por sua vez, é uma "palavra pomposa para 'destruição do planeta'") não é, como aparenta ser, de cunho infinito. Os recursos naturais podem, sim, acabar um dia. Tá certo, poderão dizer por aí que essa é uma visão extremista, mas e quem é que tem certeza de que não acabarão? É por isso que Annie diz que este sistema está em crise, mesmo que pareça estar tudo bem.
Por se tratar de um sistema linear, pode-se notar que a extração (o que Annie chama de "palavra pomposa para 'exploração de recursos naturais' e que, por sua vez, é uma "palavra pomposa para 'destruição do planeta'") não é, como aparenta ser, de cunho infinito. Os recursos naturais podem, sim, acabar um dia. Tá certo, poderão dizer por aí que essa é uma visão extremista, mas e quem é que tem certeza de que não acabarão? É por isso que Annie diz que este sistema está em crise, mesmo que pareça estar tudo bem.
Sobre a produção, o vídeo destaca o uso de produtos tóxicos em larga escala, que afetarão diretamente os funcionários da indústria, além de toda a sociedade em seu entorno, quando lança no ar, no solo e na água, seus resíduos industriais. Sem falar no perigo que corremos ao estarmos em contato direto com estes tóxicos ao fazermos uso dos produtos destas indústrias.
A distribuição é outra etapa deste sistema, onde o objetivo principal é "vender todo esse lixo tóxico contaminado o mais rápido possível". Para isso, externalizam-se os custos. Ou seja, "jogam" os custos da produção por aqui e por ali para que o consumidor não pague tanto (o preço final diminui) e assim as vendas são garantidas.
É interessante ressaltar aqui o fato de o ser humano ser tratado como mero consumidor - e só. Como pode ser visto no trecho retirado do vídeo de Annie:
É interessante ressaltar aqui o fato de o ser humano ser tratado como mero consumidor - e só. Como pode ser visto no trecho retirado do vídeo de Annie:
O analista de vendas, Victor Lebboux, articulou a solução que se tornaria a norma de todo o sistema. Ele disse: "A nossa enorme economia produtiva exige que façamos do consumo a nossa forma de vida, que tornemos as compras e o uso de bens em rituais, que procuremos nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego, no consumo... Precisamos que as coisas sejam consumidas, destruídas, substituídas e descartadas em um ritmo cada vez maior". O conselheiro econômico do presidente, Eisenhower, disse: "O principal objetivo da economia americana é produzir mais bens de consumo".
Assim, o consumo é tido como o coração desse sistema, pois é o que o impulsiona. Como visto no texto acima, manter as pessoas comprando faz com que tudo pareça perfeito. Contudo, esta maneira de pensar e agir imposta pelos seus idealizadores tem trazido diversos danos à sociedade, como o aumento da marginalização (proveniente da maior diferença social) e a maior incidência de doenças (doenças cardiovasculares, estresse, depressão, diabetes, câncer - todas elas possuem fatores extrínsecos que colaboram com seu desenvolvimento).
Em virtude desse desespero por bens materiais, o ser humano acaba não se contentando com o que tem e sai buscando mais e mais. A correria do dia-a-dia não é em vão, afinal, cada um deve "fazer a sua vida" e "buscar seu lugar ao sol". Exatamente por causa dessa necessidade de se conseguir aumentar seu "status", o consumo se torna vicioso e as pessoas são carregadas por essa onda.
Em virtude desse desespero por bens materiais, o ser humano acaba não se contentando com o que tem e sai buscando mais e mais. A correria do dia-a-dia não é em vão, afinal, cada um deve "fazer a sua vida" e "buscar seu lugar ao sol". Exatamente por causa dessa necessidade de se conseguir aumentar seu "status", o consumo se torna vicioso e as pessoas são carregadas por essa onda.
Atrás disso vem o descarte de todo esse material: de onde veio, volta. O problema é que volta cheio de substâncias químicas tóxicas e, muitas delas, acabam ficando acumuladas no solo, no ar e nas águas, ocasionando o aumento da poluição, um problema que afeta não só a localidade onde o lixo foi descartado, mas diversas áreas em seu entorno - já que o tais substâncias são absorvidas pelo solo e são levadas pela chuva e pelos rios. Os chamados lixões são grandes dispersores de poluição e, por isso, em muitos lugares são inseridos os aterros sanitários, onde se tem diminuídos os danos causados pelos lixões ao se enterrar o lixo que ali chega. Todo esse material tóxico também polui o ar, através da incineração, um processo que hoje não é recomendado exatamente por lançar supertóxicos na atmosfera. Tudo isso caractriza a fase final de todo esse sistema - o tratamento do lixo.
Frente a tudo isso, é possível chegar à conclusão de que este sistema está em crise, pois é LINEAR. Isso quer dizer que os recursos naturais são retirados desenfreadamente e os resíduos são devolvidos ao planeta de uma forma que ele não seja capaz de, naturalmente, "recolher toda a sujeira". Entra aqui a questão do DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, que nada mais é do que explorar de maneira consciente, para que as futuras gerações possam usufruir dos benefícios que estamos desfrutando agora. Para isso, é importante diminuir a retirada de recursos, que deve ser feito juntamente com a diminuição do consumo excessivo e, também, em conjunto com a reciclagem e reutilização de materiais.
Frente a tudo isso, é possível chegar à conclusão de que este sistema está em crise, pois é LINEAR. Isso quer dizer que os recursos naturais são retirados desenfreadamente e os resíduos são devolvidos ao planeta de uma forma que ele não seja capaz de, naturalmente, "recolher toda a sujeira". Entra aqui a questão do DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, que nada mais é do que explorar de maneira consciente, para que as futuras gerações possam usufruir dos benefícios que estamos desfrutando agora. Para isso, é importante diminuir a retirada de recursos, que deve ser feito juntamente com a diminuição do consumo excessivo e, também, em conjunto com a reciclagem e reutilização de materiais.
Assista ao vídeo de Annie e procure refletir sobre a mensagem que ela passa. Pense em sua vida e analise se o que ela diz acontece com você. Se sim, é hora de diminuir a marcha e pensar melhor nos pequenos prazeres da vida, na sua saúde, na sua família. E se você acha que nada do que ela diz lhe convém, mais cuidado ainda! Pode ser um indício de que o poder e a ganância estejam lhe sugando.
Mais em: < http://www.storyofstuff.com/ >
* Fonte: < http://wiki.educartis.com/wiki/index.php?title=Annie_Leonard >

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